segunda-feira, maio 23

Ela olhou suas unhas roídas, hábito que há tanto havia deixado de cultivar. Elas são a incontestável confirmação do algo que está desencaixado. Obstruindo.

Até seus demônios resolveram aparecer, logo antes da hora de se deitar. Velhos conhecidos insistindo em voltar e fazer companhia no momento propício. Ela só quer dormir, esperando que os dias passem rápido e que os sonos sejam longos.

Ela só quer dormir e acordar num dia que não fosse o mesmo.

Ultimamente suas entranhas reviram e queimam. Será outro indício? Seus líquidos travando uma batalha diária na tentativa de eliminar o sujeito estranho. Um intruso.

Se o errado está tão certo. Por que não mudar?

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