quarta-feira, junho 16

Febre Verde e Amarela

O dia começou com o sol querendo aparecer entre as nuvens e assim eram as roupas dos torcedores na grande São Paulo, as tímidas camisas verdes ou amarelas, escondidas por debaixo dos agasalhos e ternos, querendo aparecer. Guardadas há quatro anos no armário, foram escolhidas ontem para sair e mostrar o orgulho brasileiro.



Confesso que achei estranho, a cidade ainda estava muito cinza para um dia de jogo do Brasil na Copa. Pelo meu caminho inteiro, cruzei com poucos torcedores convictos, e com poucas bandeiras estampadas em janelas e esvoaçantes nos carros.



Porém não tardou muito, logo meio-dia o trabalho foi deixado de lado, casacos e ternos guardados e vuvuzelas postas às mãos. Tudo pronto para a festa começar. Cada pessoa seguiu para suas casas ou bares, e até aqueles que ao menos improvisaram uma televisão e uma antena para assistirem ao jogo da estréia.

E o silêncio quando começou o jogo me convenceu de que as coisas não mudaram tanto, a felicidade de acompanhar um jogo do Brasil não se perdeu junto com tantas as outras coisas. Como poderia? Mais uma vez vi e entendi que somos definitivamente o país do futebol. Sofremos e sorrimos juntos por uma razão comum, seja somente pela festa ou pela real torcida, por um momento único estaremos compartilhando o mesmo sentimento, guiado pelo orgulho de nascer nesse país, onde a atenção estará sempre voltada para a bola.



"E o menino deixa a vida pela bola, só se não for brasileiro nessa hora"