Foi hoje, quando acordei, olhei pela janela e busquei o mar. Mesmo que escondido entre os prédios e pelo triste cinza do asfalto eu queria vê-lo, ali, calmo e inconstante, com seus navios ao fundo. Sentir o cheiro, o vento. Fiquei ali uns bons minutos, tentando sentir talvez um resquício de alguma coisa que veio da praia e conseguiu sobreviver até aqui para me satisfazer naquele momento. Enquanto lá embaixo carros passavam, eu não escutava o som do atrito de suas rodas, me peguei sonhando, lembrando de acordar em minha cidade.
E o que foi daí é só meu. Seria como aquelas piadas que só tem graça para quem estava lá. Algumas vezes é melhor não falar para não estragar, então pararei por aqui.