quarta-feira, novembro 17

Como pode...



...tanto caos em uma cidade só?!

Hoje resolvi pegar o ônibus para ir para casa as 18 horas em ponto. Não vou negar que fui avisada para ir mais tarde e não pegar trânsito...

Bom, por que não?!

Reservei meu lugarzinho na frente do cobrador (dizem que ficar no fundo do ônibus é perigoso, mais assaltos sabe!) e consciente para a longa jornada que tinha pela frente, sentei e esperei...

Enquanto sentia o ônibus ficar cada vez mais cheio a cada parada, eu via o mundo ficar cada vez mais vazio do lado de fora. Tantas imagens cheias de tristeza, é muito fácil ver o descontentamento no rosto de qualquer paulistano.

Tem aqueles que dormem em pé, e até mesmo aqueles que cedem, sentam e dormem ali mesmo, com a boca aberta e tudo. Tem aqueles que andam de carro, que já levam uma revistinha para ler quando o trânsito estiver parado e já até se preparam com uma trilha sonora com músicas clássicas para ficarem 'calmos'.
Que absurdo!!!

Todos sempre com pressa, sempre com fones de ouvido.
Juro que até entendo, vai andar devagar pra admirar o quê?!
Fumaça?!
Desgraça?!
Vai tirar a música para escutar o quê?!
Buzinas!?
Sem contar o Rio Tietê...

Ahh o Rio... prefiro nem comentar.





Espero que esse estilo de vida somente tenha sido adotado para que o paulistano consiga ignorar o que está acontecendo a sua volta. De olhos cansados, ouvidos tampados e mentes fechadas.
Dessa forma não se tocam do que vivem, e disfarçam que a vida por aqui é boa, afinal...

A noite sempre tem alguma coisa pra fazer!

domingo, setembro 5

Adeus, vou morar na praia!



Ficar em uma casa bem perto do mar
Acordar com o barulho das ondas quebrando
Vou pra um lugar que não faça frio, em um único dia do ano
Pode até chover, mas aquela chuva que lava a alma
E acaba trazendo de volta toda a paz e calma
Uma praia nem tanto conhecida
E que(por favor)não seja destruída por turistas
Sem ter que esperar a semana inteira para poder surfar
Viver de água salgada e olhar o tempo passar
Estou indo, qualquer coisa ja sabe onde me procurar!

quarta-feira, junho 16

Febre Verde e Amarela

O dia começou com o sol querendo aparecer entre as nuvens e assim eram as roupas dos torcedores na grande São Paulo, as tímidas camisas verdes ou amarelas, escondidas por debaixo dos agasalhos e ternos, querendo aparecer. Guardadas há quatro anos no armário, foram escolhidas ontem para sair e mostrar o orgulho brasileiro.



Confesso que achei estranho, a cidade ainda estava muito cinza para um dia de jogo do Brasil na Copa. Pelo meu caminho inteiro, cruzei com poucos torcedores convictos, e com poucas bandeiras estampadas em janelas e esvoaçantes nos carros.



Porém não tardou muito, logo meio-dia o trabalho foi deixado de lado, casacos e ternos guardados e vuvuzelas postas às mãos. Tudo pronto para a festa começar. Cada pessoa seguiu para suas casas ou bares, e até aqueles que ao menos improvisaram uma televisão e uma antena para assistirem ao jogo da estréia.

E o silêncio quando começou o jogo me convenceu de que as coisas não mudaram tanto, a felicidade de acompanhar um jogo do Brasil não se perdeu junto com tantas as outras coisas. Como poderia? Mais uma vez vi e entendi que somos definitivamente o país do futebol. Sofremos e sorrimos juntos por uma razão comum, seja somente pela festa ou pela real torcida, por um momento único estaremos compartilhando o mesmo sentimento, guiado pelo orgulho de nascer nesse país, onde a atenção estará sempre voltada para a bola.



"E o menino deixa a vida pela bola, só se não for brasileiro nessa hora"

sábado, abril 24

Muito pra mim é tão pouco. E pouco eu não quero mais



E é por querer tudo, que acabamos por fazer nada.
Que é nessa necessidade de escolher entre tanta coisa, que ficamos vendo tudo passar.
Passando pelos olhos, passando as vontades, passando junto com o vento, passando sempre e por toda a vida.
Até que tome-se uma decisão

"Vou mostrando como sou, e vou sendo como posso, jogando meu corpo no mundo
Passado presente participo sendo o mistério do planeta"

Ou não.