Quanto mais conheço aqueles que já viveram o que foi, mais admiração tenho pelos jeito que eles levam suas pedras nos sapatos. Chamo atenção para a questão do vivido, não se trata de idade biológica, contada em anos, trata-se de angústias choradas e das felicidades sorridas que essas pessoas já passaram.
Eles guardam no peito um aperto que sufoca e uma tristeza que dói pouco, mas um pouco todos os dias. Talvez por ver que grande parte de seus sonhos não se realizaram, ou porque chegaram a infeliz conclusão de que, durante esse tempo todo, sonharam errado.
E adotaram, (in)conscientemente, um desapego em relação ao desenrolar das coisas, acho que notaram que por mais que se esperneie e vire o mundo de cabeça para baixo, dificilmente vão conseguir mudar esse rumo natural que as coisas seguem.
Restou viver levando e levar vivendo. Esperando. Mas afinal, não é o que todos estão fazendo?