"Ahhhh, Mafalda!"
Com o perdão do plágio assumido, mas o momento em que eu li, não poderia ter sido mais oportuno. Justifico nas minhas palavras a seguir...
Eu lembro de um dia já ter guiado e sonhado minha vida por seguir os passos dos diversos personagens fictícios (ou não) que admirava em livros ou na televisão, e até na vida real. Nas minhas tentativas frustadas de ser Rachel, Wendy, Maria, Clarice, Henin, Scarlett e, entre outros até Viramundo/Supertramp, foi que acabei criando e me tornando, nada menos do que, eu.
Influenciada por essa vontade de ser outra pessoa, e pelas pessoas que estavam e estão intimamente ligadas à minha existência, formei a minha personalidade. Em meio a conflitos mentais que eu passava todos os dias, com essas personagens constantemente conversando com o meu inconsciente, eu tomava as decisões que me direcionavam ao meu caminho.
Impulsionada pelo desejo de aprovação de tudo e todos, me fiz ser alguém, e isso, confesso, me incomodou por muito tempo. Não saber quem eu era, se o que eu gostava era o que eu realmente gostava, era o que me tirava o sono quando certas dúvidas surgiam antes de deitar a cabeça. Com o tempo e sem perceber descobri que isso sou eu e de certa forma aceitei.
Às vezes me pego me questionando o que estou fazendo aqui e agora, por que ainda estaria aqui, e olhando para apenas esses vinte anos que passaram, fico feliz pelo lugar que me encontro, pelos caminhos que escolhi andar e principalmente, p r i n c i p a l m e n t e, pelas pessoas que conheci, que me tiram lágrimas dos olhos. Porque hoje concluo, sem precisar ter que ir para o Alaska, que "happiness is only real when shared". E a isso devo os meus agradecimentos a todos que vieram e ainda virão cruzar o meu caminho, e que tiraram de mim o meu único eu.






