quinta-feira, dezembro 15

"JUSTO A MIM COUBE SER EU"


"Ahhhh, Mafalda!"

     Com o perdão do plágio assumido, mas o momento em que eu li, não poderia ter sido mais oportuno. Justifico nas minhas palavras a seguir...


    Eu lembro de um dia já ter guiado e sonhado minha vida por seguir os passos dos diversos personagens fictícios (ou não) que admirava em livros ou na televisão, e até na vida real. Nas minhas tentativas frustadas de ser Rachel, Wendy, Maria, Clarice, Henin, Scarlett e, entre outros até Viramundo/Supertramp, foi que acabei criando e me tornando, nada menos do que, eu.
     Influenciada por essa vontade de ser outra pessoa, e pelas pessoas que estavam e estão intimamente ligadas à minha existência, formei a minha personalidade. Em meio a conflitos mentais que eu passava todos os dias, com essas personagens constantemente conversando com o meu inconsciente, eu tomava as decisões que me direcionavam ao meu caminho.
    Impulsionada pelo desejo de aprovação de tudo e todos, me fiz ser alguém, e isso, confesso, me incomodou por muito tempo. Não saber quem eu era, se o que eu gostava era o que eu realmente gostava, era o que me tirava o sono quando certas dúvidas surgiam antes de deitar a cabeça. Com o tempo e sem perceber descobri que isso sou eu e de certa forma aceitei.
     Às vezes me pego me questionando o que estou fazendo aqui e agora, por que ainda estaria aqui, e olhando para apenas esses vinte anos que passaram, fico feliz pelo lugar que me encontro, pelos caminhos que escolhi andar e principalmente, p r i n c i p a l m e n t e, pelas pessoas que conheci, que me tiram lágrimas dos olhos. Porque hoje concluo, sem precisar ter que ir para o Alaska, que "happiness is only real when shared". E a isso devo os meus agradecimentos a todos que vieram e ainda virão cruzar o meu caminho, e que tiraram de mim o meu único eu.

quinta-feira, dezembro 1

sábado, novembro 5

Dia de cão

Hoje eu invejei um vira-lata
Não que esteja reclamando da minha vida
Ou por não querer estar vivendo na minha atual condição de ser
Eu invejei esse cachorro, não por ter quatro patas
Nem por sua liberdade
Invejei-o pelo seu descompromisso.
Hoje, quando o vi,
Deitado sob o sol,
Ali, tranquilo
Como se nada fosse mais importante do que aproveitar aquele sol num dia fresco
Desejei, naquele momento,
mas só por hoje,
Eu desejei viver um dia de cão.


sexta-feira, outubro 28

o tempo

texto postado no Waves, escrito por Ricardo Lobo em 25 de janeiro de 2010


"O tempo dos surfistas se difere do tempo dos homens, do tempo do mundo. A natureza ou Deus criou a noite, o dia, o percurso do sol e o trajeto da lua, mas não criou as horas, minutos e segundos. Tais referências para quantificar o tempo são ficções humanas.
Os homens fracionaram o tempo transformando-o em matemática capaz de fiscalizar suas próprias vidas. Conseguiram medir o tempo que levam trabalhando, dormindo ou correndo.
Inventaram uma unidade de referência apta para quantificar o tempo, mas ineficiente para qualificá-lo. Por isso não conseguem medir ou entender o tempo do surfe, não conseguem compreender os surfistas. Tem razão quando dizem que os surfistas vivem em outro mundo, em seu próprio tempo.
O tempo é uma abstração. Os desorientados surfistas ignoram o tempo dos homens. Nada os impede de revogar o tempo dos homens e criar o seu próprio tempo.
Não faz sentido levar um relógio para o mar. Não se cronometra o tempo de uma onda ou quantos segundos um surfista fica dentro de um tubo. Quando um surfista entuba, o tempo em que ele vive naquele momento se dá com muito mais profundidade do que os mesmos segundos vividos por um homem fora d’água.
O momento de um tubo é muito intenso e único, não há como fracioná-lo em segundos. Um momento único e esticado, superdimensionado.
Marcado pelo tempo dos homens, um tubo de 5 segundos não condiz com a realidade que o surfista vive lá dentro. Fora do tubo 5 segundos não é nada. O que podemos fazer em cinco segundos? Nem dá tempo do sinal abrir.
Dentro do tubo, 5 segundos também não existem. O momento correspondente a este desprezível tempo, lá dentro, pode significar uma eternidade. Algo que um surfista jamais esquecerá.
São realidades tão distintas que a tentativa de cronometrar o tempo de um tubo revela-se como total insensatez humana. Uma desesperada tentativa dos homens em racionalizar o intenso universo vivido pelos surfistas.
Assim como o tubo, a onda como um todo também não dá para ser mensurada pelo tempo dos homens. A linha que os surfistas desenham na onda é a unidade de referência mais adequada para sentir o tempo de uma onda.
Cronometrar o tempo que uma onda leva para quebrar, a princípio, não serve para nada. A onda também é uma criação da natureza, mas o seu tempo é uma criação dos surfistas.
De quê adianta a precisão dos relógios se numa mesma onda um surfista de longboard pode desenhar uma linha intempestiva enquanto um surfista profissional pode promover uma tempestade? Esticam ou abreviam as suas linhas, criam o seu próprio tempo de acordo com os seus sentimentos.
Pobre dos homens reféns de seu próprio tempo. Incapazes de livrar-se da ficção que tanto fraciona suas vidas. Aceleram em sua corrida tecnológica em busca de ferramentas mais eficientes para vencer o seu próprio tempo.
Orgulham-se de seus computadores cada vez mais rápidos. Tentam esticar seus dias abreviando desencontros em seus sofisticados telefones. Vivem cada vez mais lentos em suas grandes cidades engarrafados em seus velozes automóveis.
Quanto aos surfistas...  Seguem surfando o seu próprio tempo."

segunda-feira, outubro 24

pra sempre

"Eu tenho medo do pra sempre. O pra sempre é o vilão que insiste em transformar relações que foram felizes em fracasso diante dos olhos alheios. Paro e penso quanto tempo dura o pra sempre. Onde fica esse lugar do qual a gente passa a vida toda falando, a vida toda sonhando. De fato, nunca conheci alguém que tivesse estado lá. O pra sempre tem cara de mentira consciente. A gente sabe que não sabe chegar lá."

Li esse trecho no meio de um outro texto que acabei nem lendo inteiro. Porque ele me fez pensar o que eu sempre pensei há muito tempo e como já diziam, o pra sempre acaba. Tudo muda o tempo todo, estamos em constante mudança. E quem vai saber se amanhã você não acorda achando meu nariz muito pequeno ou o meu pé muito grande.

O pra sempre é incontrolável e mentiroso. Por isso me contenta dizer que me ama por hoje, que me fará feliz pelo dia e somente. Sem promessas para o amanhã, não me prometa o futuro. Me prometa o agora... vai saber se o amanhã vai, de fato, acontecer.

Acho que a promessa do pra sempre é o problema. Da promessa vem a expectativa e da promessa não cumprida e da expectativa desiludida vêm a tristeza e a descrença de que se pode ser feliz.




Foto: Pier Jump, Australia - Alex Coppel

domingo, outubro 9

sem título.

As histórias vão se acumulando
no criado que já não é mais mudo.
Todas essas, fantasiadas
coloridas, inventadas.
Esperando para serem revividas.
Empilhados vão sendo os livros,
no mudo e na mente.
E acabam me fazendo
um belo enfeite.

domingo, setembro 25

sameness

fico reparando, enquanto ando de metrô, ando nas ruas, pego o ônibus... e ninguém parece perceber que estão vivendo no automático
seguem o fluxo ditado para seus dias
começam em casa acordando na hora que não gostariam de estar levantando, rotineiramente preparam seus cafés, escolhem suas roupas e vão para o banho, sem antes acessar o seu e mail ou face book, do computador ou celular. prontos, vestem suas fantasias e partem.
no trânsito, cada um no seu carro, no seu mundo, com seu refúgio, com a sua música, dentro da sua mente.
me dá a sensação de que ali, dentro do carro, é o único lugar que se parece conseguir estar sozinho. mas é só uma percepção estranha, pois ao olhar para o lado, estarão outros milhares iguais a você. todos sozinho juntos.
em metrôs e ônibus a situação é a mesma, enfileirados em escadas rolantes destinados à produção. seguindo o curso inevitável da fábrica do medo.
e chegam nos seus respectivos trabalhos, escolas, academias. começam a realizar a mesma rotina, os mesmos hábitos, cumprimentando as mesmas pessoas do mesmo jeito.
chega a hora do almoço e é só sentar na entrada de um shopping que você encontra toda essa mesmice ganhando forma. durante os 20 minutos de almoço conversas são travadas para fazer o tempo passar. e o tempo passa...
voltam para suas cadeiras, a frente de computadores, pilhas de papéis, telefonemas, problemas que são resolvidos seguindo um manual pré determinado. e o tempo passa...
a volta para casa se dá do mesmo jeito da ida.
chegam em suas casas, começam o ritual da noite e vão dormir mais tarde do que gostariam de estar indo dormir.
e no fim todos sonham com um grande amor, todos sonham em um dia trabalhar menos e ganhar mais, em construir uma família.
quando conseguem começam a sonhar com outras coisas, isso acontece porque na verdade programam para si mesmos a vida dos outros. programam para si mesmo as vidas que já foram vividas e que teoricamente "deram certo".

me diz, quando foi que aceitamos seguir esse manual de sucesso criado para nós? e até quando iremos seguir infelizes, iguais, mornos? até quando continuaremos fazendo parte dessas tristes estatísticas?

domingo, agosto 28

Pós-Modernidade

"A estreiteza e a farsa da vida assemelham-nos aos passageiros da primeira e última viagem do Titanic.
Sabemos que há um iceberg à nossa espera e que ele nos afundará fatalmente. Contudo, despojados dos meios e da vontade de o localizar e contornar, damo-nos à cegueira e à fatalidade e avançamos para o choque, bebendo e dançando ao som da orquestra da leviandade e irresponsabilidade, indiferentes a advertências e sussuros de maus presságios.
[...]
E conduz inevitavelmente ao colapso; porque este clima cerceia o espaço vital e fecha o horizonte, como se não houvesse amanhã"


[Do corpo e do activismo na conjuntura de mercado e consumo - Jorge Olímpio Bento]

sexta-feira, agosto 26

pensamentos dispersos

tenho que cuidar tanto da minha mente
ela resolve sair e dar umas voltas por aí, em lugares que eu geralmente evito
ela vai e eu puxo ela de volta, como a maré.
que quer chegar na costa mas o oceano não quer perder o pedaço que vai... (vai que ele resolve ficar)
tenho pensado tanto, em coisas que foram, que estão sendo e principalmente nas que estão por vir.


"Quando a cabeça não pensa o corpo padece. Mas quando a cabeça pensa demais será que nossa alma enriquece?"

sábado, agosto 13

enquanto vocês dormiam

eu sai pra ver a cidade amarela, sai pra ver o mar!
sobre duas rodas como não fazia há tempos
o corpo, acostumado às cadeiras, aos bancos e até às poltronas, sentiu uma certa estranheza ao equilibrar-se na bicicleta
os olhos, acostumados com o cinza, de início não conseguiram assimilar os tons que transbordavam diante deles.
e até a pele que passou a sentir a carícia da brisa quente e leve
e a lua... ah a lua
a sensação que tive nem ousarei tentar descrever, ela é minha.
se quiser sentir, vá e descubra.

e amanha vou acordar antes do sol, pegar minha pranchar e ir dançar






quinta-feira, julho 14

Bali

Esconde nos olhos algo que pensamos que ela não sabe...

Ah mas sabe, ela sabe de tudo! só preferiu fingir não saber de nada....

quarta-feira, junho 29

o tempo corre

o jantar foi servido
e a lasanha tá esfriando
só espera mais um pouco  
pra gente continuar sonhando


o mundo por aí é meio perigoso
tenha alguém em quem confiar
mas enquanto isso, vamos ficar nos divertindo
pra essa brincadeira não acabar


ando faltando
mas essa noite eu queria te encontrar
não sei o que eu quero
faz o seguinte: eu fico e você vai no meu lugar


sabe, já estou um pouco cansada
de toda essa miudeza
prefiro seguir meu caminho
Ei, mas não esquece. a  lasanha tá na mesa

sexta-feira, junho 24

o triste silêncio da realidade
silêncio triste
realidade
o silêncio da realidade
triste realidade
realidade, silêncio!

segunda-feira, junho 20

Álvaro de Campos

"Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma covardia!
Não, são todos o Ideal, se os ouço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza."

terça-feira, junho 14

Foi um belo sonho, esse que tive...

http://www.youtube.com/watch?v=madXq2zuhnQ&feature=related
Coloquei essa música no repeat e escrevi....
Recomendo colocar pra tocar na hora de ler.






Pareceu tão real que fiquei brincando de viver.
Nele, vivi eternamente no verão. Tempo feio só do lado de fora, porque aqui dentro, o sol fez o seu papel o tempo inteiro. Não se escondeu nem um dia.
Intensamente eu sonhei (e vivi).
Nele, só vi sorrisos. As mágoas passavam rápido e eram quase imperceptíveis. Olhando agora, até parece que não existiram.
Vivi praticamente uma vida nesse sonho. Sem essa nossa percepção (estranha) de tempo. Nele, o tempo não era contado e medido em anos e horas.

Lembro muito das águas e dos reflexos brilhantes, parece até que eles brincavam felizes na imagem sorrindo sob o sol.
Era um estado meio distante, fora de tudo que não agia na mesma sintonia. 
Nele, eu fugi das coisas feias. Como uma criança que foge do monstro que mora embaixo a cama. Me afastei. E passei a procurar manhãs ensolaradas de domingo. 
Mágico
Foi um sonho mágico.
Lembro dos acontecimentos em câmera lenta, cada detalhe verdadeiramente vivido. Numa frequência inexplicável.
Nele, as relações eram intensas, não tinha espaço para metades. 
Tudo era inteiro, tudo era vivido por inteiro. 

"why not try it all?
if you'll only remember it once"

segunda-feira, maio 23

"Eu quando vejo que estou a ficar doente, vou ao mar, dou umas braçadas e quatro goladas de água salgada. Passa tudo. Por exemplo, quando tenho dores de cabeça, mergulho até ao fundo e volto à superfície. E se a dor continuar, repito até passar. Acredita que passa sempre... Não saio de lá enquanto tiver dores de cabeça. O mar é o maior comprimido do mundo.

(...)

Adoro marisco. Aliás, estou a viver numa antiga marisqueira e espero ter todo o marisco à minha disposição. Tenho uma grande fixação pelo mar. Todas as vezes que me distanciei dele, deu sempre para o torto. Não tenho um único projecto de vida que tenha vingado por mais de três anos seguidos, nem o meu próprio casamento. O mar é a minha salvação. É a minha eterna namorada. É o que me alivia o stress e me cura as depressões."

[perdi a fonte]

sábado, maio 21

Clarice

   "Estou desorganizada porque perdi o que não precisava? Nesta minha nova covardia - a covardia é o que de mais novo já me aconteceu, é a minha maior aventura, essa minha covardia é um campo tão amplo que só a grande coragem me leva a aceitá-la -, na minha nova covardia, que é como acordar de manhã na casa de um estrangeiro, não sei se terei coragem de simplesmente ir.
   É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira de que vivo. Até agora achar-me era já ter uma ideia de pessoa e nela me engastar: nessa pessoa organizada eu me encarnava, e nem mesmo sentia o grande esforço de construção que era viver. A idéia que eu fazia de pessoa vinha de minha terceira perna, daquela que me plantava no chão. Mas e agora? estarei mais livre?
   Não. Sei que ainda não estou sentindo livremente, que de novo penso porque tenho por objetivo achar - e que por segurança chamarei de achar o momento em que encontrar um meio de saída. Por que não tenho coragem de apenas achar um meio de entrada? Oh, sei que entrei, sim. Mas assustei-me porque não sei para onde dá essa entrada. E nunca antes eu me havia deixado levar, a menos que soubesse para o quê.
   Ontem, no entanto, perdi durante horas e horas a minha montagem humana. Se tiver coragem, eu me deixarei continuar perdida. Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação. 
   Como é que se explica que o meu maior medo seja exatamente em relação: a ser? e no entanto não há outro caminho. Como se explica que o meu maior medo seja exatamente o de ir vivendo o que for sendo? como é que se explica que eu não tolere ver, só porque a vida não é o que eu pensava e sim outra como se antes eu tivesse sabido o que era! Por que é que ver é uma tal desorganização?
   E uma desilusão. Mas desilusão de quê? se, sem ao menos sentir, eu mal devia estar tolerando minha organização apenas construída? Talvez desilusão seja o medo de não pertencer mais a um sistema. No entanto se deveria dizer assim: ele está muito feliz porque finalmente foi desiludido. O que eu era antes não me era bom. Mas era desse não-bom que eu havia organizado o melhor: a esperança. De meu próprio mal eu havia criado um bem futuro. O medo agora é que meu novo modo não faça sentido? Mas por que não me deixo guiar pelo que for acontecendo? 
Terei que correr o sagrado risco do acaso. E substituirei o destino pela probabilidade."

sexta-feira, maio 6

no silêncio da escuta

"[...] Mas a letra não tem importância. não é nela que está o que quero que você ouça. é necessário que não se escute o que se diz para se poder ouvir o que deixou de ser dito, porque é no silêncio que mora a verdade da fala."

[adri antunes - http://temporario-permanente.blogspot.com/]

quinta-feira, março 24

A Praia de Espera

"A imensidão do mar tornava minúsculos os meus maiores problemas e gigantes as menores alegrias. Ensinou-me a dar valor à vida que eu levava e a pequenas coisas que às vezes passavam despercebidas.
[...]
E então eu pude constatar como tão poucas eram suficientes para viver em paz e bem."

[Amyr Klink]