o jantar foi servido
e a lasanha tá esfriando
só espera mais um pouco
pra gente continuar sonhando
o mundo por aí é meio perigoso
tenha alguém em quem confiar
mas enquanto isso, vamos ficar nos divertindo
pra essa brincadeira não acabar
ando faltando
mas essa noite eu queria te encontrar
não sei o que eu quero
faz o seguinte: eu fico e você vai no meu lugar
sabe, já estou um pouco cansada
de toda essa miudeza
prefiro seguir meu caminho
Ei, mas não esquece. a lasanha tá na mesa
quarta-feira, junho 29
sexta-feira, junho 24
segunda-feira, junho 20
Álvaro de Campos
"Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma covardia!
Não, são todos o Ideal, se os ouço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza."
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma covardia!
Não, são todos o Ideal, se os ouço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza."
terça-feira, junho 14
Foi um belo sonho, esse que tive...
http://www.youtube.com/watch?v=madXq2zuhnQ&feature=related
Coloquei essa música no repeat e escrevi....
Recomendo colocar pra tocar na hora de ler.
Pareceu tão real que fiquei brincando de viver.
Coloquei essa música no repeat e escrevi....
Recomendo colocar pra tocar na hora de ler.
Nele, vivi eternamente no verão. Tempo feio só do lado de fora, porque aqui dentro, o sol fez o seu papel o tempo inteiro. Não se escondeu nem um dia.
Intensamente eu sonhei (e vivi).
Nele, só vi sorrisos. As mágoas passavam rápido e eram quase imperceptíveis. Olhando agora, até parece que não existiram.
Vivi praticamente uma vida nesse sonho. Sem essa nossa percepção (estranha) de tempo. Nele, o tempo não era contado e medido em anos e horas.
Lembro muito das águas e dos reflexos brilhantes, parece até que eles brincavam felizes na imagem sorrindo sob o sol.
Era um estado meio distante, fora de tudo que não agia na mesma sintonia.
Nele, eu fugi das coisas feias. Como uma criança que foge do monstro que mora embaixo a cama. Me afastei. E passei a procurar manhãs ensolaradas de domingo.
Mágico
Foi um sonho mágico.
Lembro dos acontecimentos em câmera lenta, cada detalhe verdadeiramente vivido. Numa frequência inexplicável.
Nele, as relações eram intensas, não tinha espaço para metades.
Tudo era inteiro, tudo era vivido por inteiro.
"why not try it all?
if you'll only remember it once"
Assinar:
Postagens (Atom)
