"Eduardo deixava o paletó na repartição, esquivava-se pela porta como se fosse ao mictório, ganhava a rua, ia encontrar-se com Mauro e sua pasta de remédios:
- Besta-Fera, está uma tarde belíssima. Vamos à Pampulha tomar um cerveja.
- Você está doido? Não posso, de jeito nenhum.
- Não analisa não.
Era a palavra de ordem, espécie de lema que comandava o destino dos três, diante do qual nenhum obstáculo se sustinha. Acordo tácito, compromisso de honra: não analisar, porque do contrário surgiriam problemas, todos tinham seus problemas: esmiuçando motivos, prevendo consequências, nenhuma atitude seria possível, a vida perderia a graça. Tinham de viver em cada momento uma síntese de toda a existência, não analisar jamais"
eee anna.. msm sendo estranho outras pessoas vc é fera.
ResponderExcluir"todos tinham seus problemas"